quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A corte escolástica

Projeto de lei que prevê a proibição do ensino de ideologias transforma as escolas em tribunais para o embate entre os críticos e os defensores da proposta


Passado o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, as atenções do Senado Federal se voltam para o projeto de lei 193 de 2016, de autoria do senador Magno Malta (PR-ES). Protocolado na Casa, o PL tenta atualizar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) com a adição do programa Escola sem Partido (ESP). Discutido há mais de dez anos, quando proposto pela primeira vez pelo advogado brasiliense Miguel Nagib, o projeto encontra opiniões distintas na academia. Aqueles que se mostram favoráveis defendem a necessidade de se impedir a suposta doutrinação ideológica praticada por parte dos professores em sala de aula. Os contrários criticam o objetivo de tentar transformar docentes em indivíduos isentos, o que vem sendo alvo de muitas críticas por parte dos especialistas em educação. Agência Moara conversou com defensores de ambas as teses e debateu as perspectivas futuras do projeto de lei que tem transformado os ambientes escolares em um verdadeiro tribunal que envolve acusadores e defensores da proposta.


Leia também!

Você já ouviu falar em "mandato coletivo"?

Proposta tenta integrar os eleitores às decisões no parlamento Fisiologismo político, falta de renovação, causa perdida. São muitos...